sexta-feira, 30 de março de 2018

Um Capitão de Quinze Anos

Segue a foto da capa do livro.

O autor do livro é o famoso escritor francês Julio Verne, conhecido por inúmeras obras como "A Volta ao Mundo em Oitenta Dias" e "Vinte Mil Léguas Submarinas".
Estamos em 1873. O veleiro Pilgrim (Peregrino, nesta versão traduzida) parte da Nova Zelândia até Valparaíso, na América do Sul. Seu comandante  é o capitão Hull, um experiente navegador. Pilgrim é uma embarcação baleeira, ou seja, que caça baleias. Na sua tripulação encontram-se inúmeras pessoas:  o aprendiz Dick Sand (Ricardo Sand, na versão traduzida), o cozinheiro Negoro, o entomologista Benedito, entre outros.
Certa ocasião, encontram um navio naufragado. Todos os tripulantes haviam morrido. O único sobrevivente foi o cão Dingo. O animal, logo se torna um leal companheiro da tripulação do Pilgrim, porém, por algum motivo, mostra desconfiança com o cozinheiro Negoro.
Durante uma tempestade, o capitão Hull e alguns outros tripulantes do Pilgrim acabam por falecer. Sobrevivem Dick Sand, Negoro e mais alguns poucos indivíduos. Pelo seus conhecimentos náuticos, Dick é eleito capitão pelos companheiros de embarcação, porém Negoro não aprova. Pelo restante da viagem, Dick terá a obrigação de conduzir o veleiro Pilgrim até o destino e também deverá conviver em conflito com Negoro, que não concorda com a sua posição como capitão.
É um bom livro, com uma história interessante. Como a maioria dos livros de Julio Verne, faz referência a muitos conhecimentos científicos. É também uma boa oportunidade de ler uma obra que não é tão conhecida.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Eu Sou O Mensageiro

Foto da capa do livro, colaboração da amiga Cláudia Pieroni, inclusive a sugestão da leitura.


O autor é o escritor australiano Markus Zusak, conhecido pelo best-seller "A Menina que Roubava Livros".
A obra conta a história de Edward (Ed) Kennedy, um jovem taxista que mora sozinho num pequeno apartamento alugado com seu cão chamado Porteiro. Seu pai é falecido em decorrência do alcoolismo. Sua mãe é uma viúva que vive sozinha e amargurada. Ed também tem um irmão. Sua vida é aparentemente monótona e repetitiva. Gosta muito de jogar baralho, juntamente com seus amigos Marv, Richie e Audrey.
Certo dia, Ed recebe em sua caixa de correio cartas não-convencionais, cartas de baralho com alguns endereços. O jovem taxista decide que deve visitar cada um desses endereços, e neles ele encontrará diferentes pessoas que, de alguma maneira mudarão sua vida.
O livro tem uma linguagem bastante coloquial e rebuscada, além de alguns palavrões. A história chega a ser ao mesmo tempo cômica e dramática, tudo em seu determinado tempo. Tem um início inusitado e um final surpreendente. Na minha modesta opinião, é um bom livro com uma história que me surpreendeu bastante. Gostei bastante. Para quem se interessar, fica a indicação.

domingo, 4 de março de 2018

Amor em Minúscula

Segue a foto da capa do livro.


O autor é o escritor espanhol Francesc Miralles, que é graduado em filosofia alemã. Além de livros, escreve artigos sobre psicologia e espiritualidade. Vive atualmente em Barcelona.
Vamos à história do livro. Samuel de Juan é um professor universitário que dá aulas de literatura. Vive sozinho em seu apartamento. É um homem solitário e de pouquíssimos amigos. As pessoas com que se relaciona são seus alunos e os funcionários da Universidade em que trabalha. Mesmo assim, sua relação com as outras pessoas é bem distante e estritamente profissional. Sua vida se restringe praticamente preparar suas aulas e corrigir provas e trabalhos de seus alunos, como fazem a maioria dos professores.
Num certo dia 1° de janeiro, levanta-se bem cedo para planejar seus rotineiros 365 dias. Porém, um  estranho ruído o leva até a porta da frente de seu apartamento. Na soleira da porta, encontra-se um visitante incomum, um filhote de gato com pelos tigrados. O pequeno felino estará disposto a não abandonar o recém-conhecido companheiro humano. De início, a relação entre os dois é conturbada. Samuel fará de tudo para se afastar do gato. Porém, aos poucos, vai se envolvendo com o animal, ao qual nomeia de Nishima, em homenagem a um velho escritor japonês. Paulatinamente, Mishima ajudará o dono a conhecer outras pessoas, sair de sua solidão e até conquistar um grande amor.
O livro é recheado de referências filosóficas e citações de escritores. Os capítulos são curtos, o que não torna a obra cansativa. Gostei bastante e recomendo. Para quem se interessar, fica a dica.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Cai o Pano

Segue a foto da capa do livro.


A resenha de hoje é para quem gosta de romances policiais.
A autora é Agatha Christie, famosa escritora de histórias policiais. Esta é derradeira aventura do famoso detetive Hercule Poirot, famoso protagonista dos livros da autora. Nesta obra, encontramos um Poirot senil, adoentado e debilitado. Descobrimos também que nosso idoso detetive está em cadeira de rodas. 
Poirot volta à localidade onde solucionou seus primeiros crimes. Neste local, um misterioso assassino começa vários assassinatos em série. Então, Poirot pede ajuda de seu amigo Arthur Hasting para ajudá-lo a resolver mais esse caso. Porém, como o nosso protagonista está debilitado e cadeirante, pede a Hasting que seja "suas pernas, olhos e ouvidos", para que o assassino, que foi apelidado de "Sr. X", seja perseguido e capturado. Poirot começa a gerenciar o caso dos bastidores, pois apesar de seu corpo se movimentar com dificuldade, sua mente ainda continua lúcida. Com ajuda de Hasting, aos poucos Poirot vai solucionando o caso e levantando evidências para que o "Sr. X" seja detido.
Podemos dizer que este é o último livro de Agatha Christie. Na verdade, é a última obra que a escritora publicou em vida, pois faleceu um ano depois da publicação. 
Uma trama interessante e com um final surpreendente, merece com certeza ser lido por todos. Gostei bastante e recomendo.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Aprendiz de Samurai

Segue a foto do livro.



A história do livro de hoje não é ficção. É a história real do renomado técnico de judô e jiu-jitsu, diretor executivo do Centro de Excelência da Associação de Bastos (SP), Milton César Maximiano Trombini, mais conhecido como Max Trombini. O livro foi escrito em 2011.
Max nasceu em Ubatuba. Morava com seu avô Benedito, sua avó Maria José e sua mãe Tereza. Seu pai, Milton, se mudou de Ubatuba pouco antes de Max nascer. Assim, Max via em Benedito a sua figura paterna. 
O garoto Max vivia amargurado, em revolta e frequentemente causava confusões e brigas na escola. Conhecer o professor Josino e sob a orientação deste, começar a treinar judô seria o começo de uma guinada na sua vida. Aos poucos, de criança problema, Max passa a ser um jovem disciplinado. Através do treino do judô, Max aprende a deixar de lado as mágoas e frustrações que apareceram principalmente durante a infância. Começa a cultivar o sonho de ser campeão olímpico e trazer medalhas para o país. Assim, começa a treinar arduamente.  Porém, aos poucos descobre que mais importante do que títulos, é o crescimento e o desenvolvimento pessoal, além das boas amizades que são conquistadas. 
Há também um filme feito sobre a vida de Max Trombini, intitulado "A Grande Vitória", de 2013. Pode-se dizer que o filme é um resumo do livro. Como sempre, os fatos da vida do autor são explicados com mais detalhes no livro, desde a sua relação com as pessoas ao seu redor e com os muitos mestres de artes marciais que encontra durante a sua vida. Além disso, o livro possui uma carga filosófica bem mais intensa que o filme.
Tanto o filme quanto o livro são bons. Porém, como de praxe, eu achei o livro bem melhor que o filme. Para quem se interessar, fica a dica.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O Coração do Rei

Segue a foto da capa do livro.

O livro foi escrito em 2008 por Iza Salles, que foi jornalista e escritora em vários jornais no Brasil e em Portugal , desde 1966.
Temos mais uma das inúmeras biografias do nosso primeiro imperador. Esta obra foi baseada em relatos do frade português Antonio de Arrábida, um dos muitos tutores de D. Pedro I. Confrontando os relatos de Arrábida, com documentos históricos, a autora faz uma narrativa da vida de Pedro,  como se o próprio frade a estivesse relatando. O livro conta desde o nascimento do nosso Rei até sua morte. Descreve com detalhes a sua educação, crescimento, relações com seus irmãos e irmãs, com seus pais e tutores,além de episódios da Independência, da vida política e dos seus matrimônios. Reconstrói com detalhes a época histórica em questão, sem abandonar o rigor dos acontecimentos políticos, aproximando a figura do imperador a uma pessoa normal, como realmente é. Descreve um rei apaixonado pelo povo, amigos, filhos e mulheres.
Apesar de longo, é um bom livro. Gostei bastante e recomendo. Sou meio suspeito, mas me atraem bastante obras que retratam a vida de personalidades famosas da História.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Haru e Natsu, as Cartas Que Não Chegaram

Pode-se dizer que a resenha de hoje é em homenagem aos 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil.
Imagem do livro retirada da Internet

Um livro e uma minissérie de televisão foram lançados quase simultaneamente em 2005, no Japão. A minissérie passou na televisão brasileira em 2008. A autora é Sugako Hashida.
A obra conta a história fictícia de uma família que, em 1934, emigra do Japão para o Brasil, em busca de melhores condições de vida. A família Takakura era constituída de Chuji (o pai), Shizu  (a mãe), os irmãos mais velhos Shigeru e Minoru, a irmã Haru , a caçula Natsu,  Yozu (irmão de Chuji) e Kiyo, esposa de Yozu. Todos, exceto Natsu, emigraram para o Brasil. Natsu que foi diagnosticada com tracoma, acaba por ficar no Japão, morando com seus tios e primos.
A obra inicia-se descrevendo Haru em 2005, já com 80 anos, retornando ao Japão após 70 anos, em companhia de seu neto Yamato. Haru descobre que sua irmã caçula Natsu ainda vive em Tóquio. Natsu é a presidente de uma conceituada fábrica de doces. As duas irmãs acabam por se encontrar. Haru dá um abraço emocionado na irmã. Porém, esta a despreza dizendo que tinha sido abandonada pela família há 70 anos.
Na infância, as duas irmãs haviam mandado cartas uma para a outra, mas por algum motivo, nenhuma delas recebeu suas respectivas cartas. Intrigada e decepcionada, Haru resolve voltar para o hotel onde está hospedada com seu neto e posteriormente retornar ao Brasil. Haru acaba descobrindo por intermédio de seu filho Kunio, que as cartas de sua irmã ainda estavam no Brasil. Pede para seu filho lhe enviar as cartas. Natsu por sua vez, recebe um telegrama de uma das suas primas. Esta conta que as cartas que Haru enviara estavam na casa de sua prima, porém, nunca foram entregues. 
Ambas as irmãs começam a ler as respectivas cartas que lhe foram endereçadas. Nas cartas, Haru e Natsu descrevem as dificuldades sofridas tanto no Japão e no Brasil. Haru  descreve as dificuldades de sua família, como imigrantes. Achavam que o Brasil seria a solução de seus problemas. Natsu conta como vivia com os tios e primos, sendo maltratada e desprezada por eles, sentindo-se solitária.
O livro e a minissérie de televisão são bem parecidos, com diferenças mínimas. Gostei bastante de ambos. Realmente, descrevem com detalhes o sofrimento dos primeiros imigrantes japoneses,  da mesma maneira relatada pelos meus ancestrais japoneses. Para quem tem se interessar, segue a dica.
Segue o trailer da minissérie: