sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O Mundo pelos Olhos de Bob

Espero que a foto do livro tenha ficado boa.


Este livro é a continuação da história do músico James Bowen e seu gato Bob.
Alguns leitores podem pensar que, nesta obra, o autor tentou descrever as impressões do gato. Porém, realmente é uma continuação direta do livro "Um Gato de Rua Chamado Bob".
 James conseguiu um emprego fixo e começou a trabalhar revendendo exemplares da revista "The Big Issue". Como de costume, são descritos com detalhes o dia a dia difícil de James como vendedor ambulante, os preconceitos das pessoas, as perseguições daqueles que não gostavam dele e também sua estreita relação com Bob. Muitas vezes, como ex-dependente de drogas, James era acusado de cometer crimes, de usar seu gato para se promover e de ficar "vadiando" pelas ruas de Londres. O mais importante é o esforço de James para mudar de vida e nunca mais ter nenhum problema com drogas.
Com o tempo, os transeuntes  começam a tirar fotos e fazer amizade com James e Bob e a dupla vai ficando famosa. Começam a aparecer na Internet e ser temas de vídeos no Youtube. James também recebe um convite para escrever um livro sobre sua vida com Bob.
Este livro é mais uma prova de como os animais podem fazer diferença na vida das pessoas.
Quem leu o primeiro livro e gostou, com certeza também vai gostar deste. Recomendo a todos!

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Huck

Segue a foto da capa do livro.


Mais uma resenha para aqueles que gostam de cachorros.
Esta não é uma história de ficção. A autora é Janet Elder, editora sênior do jornal "The New York Times. Ela vive em Manhattan com seu marido Rich, seu filho Michael e com o cãozinho Huck.
O filho da autora, Michael, sempre desejou ter um cachorro. Porém, seus pais sempre adiaram que esse desejo se realizasse, pois achavam que o garoto não estivesse preparado para criar um animal de estimação.
Quando Janet é diagnosticada com câncer de mama, ela imagina que sua vida estaria chegando ao fim. Resolve, então, que  este é o momento certo para que Michael tenha um cachorro. Caso contrário, morreria e não teria realizado o sonho de seu filho. É nesse momento complicado que adotam um poodle toy castanho-avermelhado e colocam no cão o nome de Huck.
Para o alívio de todos, após tratamento, aos poucos, o câncer de Janet vai se curando. Enquanto isso, Huck desenvolve um laço muito forte com Rich, Janet e Michael. Pouco após estar completamente curada, Janet e sua família resolvem fazer uma viagem de férias para a Flórida. Deixam Huck na casa de parentes. Poucos depois de chegarem à Flórida, recebem um telefonema comunicando que Huck havia fugido. Imediatamente, retornam à cidade dos parentes e iniciam uma emocionante busca pelo cãozinho fugido.
É um ótimo livro. Para quem se interessar, segue a recomendação, principalmente para aqueles que gostam de cachorros.

sábado, 28 de outubro de 2017

Um Gato de Rua Chamado Bob

Espero que a foto do livro tenha ficado boa.


Esta resenha é para quem gosta de gatos. 
A história de hoje não é ficção. James Bowen é um músico que nasceu na Inglaterra. Após o divórcio de seus pais, vai morar na Austrália com sua mãe e seu padrasto. Aos 18 anos, resolve voltar para a Inglaterra e vai morar com sua irmã. Porém, acaba por não se adaptar. Passa a viver nas ruas e em abrigos. Começa a ganhar a vida tocando guitarra, tentando juntar alguns "trocados".
Certo dia, voltando para casa, depara-se com um gato de pelo alaranjado na frente de seu pequeno apartamento. O gato estava magro e debilitado. No mesmo instante, resolve cuidar dele e o leva ao veterinário para ser tratado. Nomeia o gato de Bob. A partir desse encontro começaria uma amizade que daria esperança a um ex-morador de rua e ex-dependente de drogas. A convivência e a preocupação com Bob faz com que James comece a rever os seus conceitos, o faz entender que o encontro não foi por acaso. James entende que apesar das dificuldades, existe sempre uma luz no fim do túnel. Enquanto conta sua trajetória de recomeços ao lado de Bob, o autor também descreve trechos importantes da sua infância e adolescência, onde sofreu bulling, esquizofrenia e transtorno bipolar.
É um bom livro, principalmente para quem gosta de animais. Para quem ainda não leu, fica a dica.


sábado, 14 de outubro de 2017

Dança com Lobos

Imagem do livro retirada da Internet. Não esqueçam de clicar nos hiperlinks que coloquei no texto.


Este livro deu origem ao filme estadunidense homônimo e clássico de 1990. Segundo consta, o filme ganhou 7 Oscars e vários outros prêmios do Cinema Mundial. O protagonista do filme, o tenente Dunbar, é interpretado pelo famoso ator Kevin Costner, que também foi diretor da película. O autor do livro é Michael Blake, velho amigo do ator, que incentivou o escritor a adaptar sua obra, após grande sucesso, para uma versão cinematográfica.
Para quem não conhece a história, vamos à sinopse. O tenente John J. Dunbar é condecorado como herói após a Guerra de Secessão. Então vai servir ao exército, sozinho, numa localidade a sua escolha. Este local é o Forte Sedgewick, próximo a uma área com grande concentração de índios Sioux (Comanches, na tradução brasileira do livro).
De início, seu único companheiro é seu cavalo Cisco. Aos poucos, faz amizade com um velho lobo, que vivia nas proximidades, ao qual dá o nome de "Duas Meias". Certo dia, cavalgando seu cavalo, encontra-se por acaso com uma moça que estava ferida. Seu nome era Christine, uma mulher branca  que foi criada pelo curandeiro da tribo chamado "Pássaro Esperneante" e nomeada pelos indígenas como "De Pé com Punho" .
Após o encontro com "De Pé com Punho", de cuidar de seus ferimentos e devolvê-la à tribo, o tenente Dunbar começa a fazer amizade com os índios, aprende seu idioma e absorve a cultura. Nosso protagonista começa também a realmente se sentir feliz de viver ao lado dos indígenas. "Dança com Lobos" foi o nome dado à Dunbar, pelos índios Sioux. Uma coisa importante retratada no livro é a relação dos Sioux com o bisão americano.
O filme é bem fiel ao livro. Porém, a versão escrita explica com muitos mais detalhes a relação de Dunbar com o lobo e o cavalo, com o curandeiro "Pássaro Esperneante", com a moça "De Pé com Punho", com o chefe da tribo "Dez Ursos" e com todos os indígenas com os quais o tenente convive. Além disso, a adaptação do nosso protagonista é mais lenta, no livro.
O livro é muito bom. Recomendo a todos. O filme não fica devendo em nada. 

Segue o trailer legendado do filme.


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

D.Pedro: A História não Contada



Seu autor é Paulo Rezzutti, arquiteto, historiador e biógrafo brasileiro.
Quase todas as pessoas conhecem o famoso quadro "Independência ou Morte" do pintor Pedro Américo, que retrata a cena do "grito da Independência", de 7 de setembro de 1822. A imagem mostrada pelo quadro é bem pomposa, mas muitos de nós já ouvimos falar que a história por trás dela não é tão pomposa assim.
O livro descreve com detalhes todos os acontecimentos da vida do primeiro imperador, desde a vinda da Família Real portuguesa ao Brasil, até a morte do monarca, após ter voltado para Portugal. Descreve, também, com detalhes a vida de D. João VI e sua esposa D. Carlota, além da trajetória política e vida extra-conjugal de D. Pedro I. Há também muitas fotos dos parentes e outros indivíduos que conviveram com nosso primeiro imperador.
Pode-se dizer que, muitos acontecimentos descritos em filmes e novelas, que retratam a vida de D. Pedro e de sua família, são verdadeiros e alguns são mera especulação.
É um bom livro. Apesar de longo, gostei bastante. Recomendo a todos que se interessem por História e Cultura Geral.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Os Meninos que Enganavam os Nazistas.

Segue a foto da capa do livro...



Esta história não é de ficção. O livro conta a história real do autor, Joseph Joffo, quando tinha cerca de dez anos de idade.
Estamos em 1941. A França está sendo ocupada pelos alemães nazistas. O autor mora com seus pais, seus irmãos Albert, Henri e Maurice. Joseph era o caçula dos 4 irmãos. Seu pai era dono de uma barbearia. Seus irmãos mais velhos, Albert e Henri, ajudavam o pai. A mãe era dona de casa.
 No decorrer da obra, são descritos com detalhes o preconceito, desprezo e perseguição sofridos pelos judeus, pelos nazistas e como Joseph e os outros judeus tem que "esconder" sua nacionalidade para não serem mortos. Mostra com detalhes sua caminhada,, ao lado de seu irmão Maurice, em busca de uma vida livre e sem angústias. O autor conta com detalhes dessa angústia ( sendo uma criança) com os horrores da guerra.
O livro foi publicado originalmente na França em 1993. Teve sua primeira edição brasileira neste ano de 2017. O filme estreou de 3 agosto nos cinemas brasileiros.
Como sempre, o livro tem alguns detalhes a mais, se compararmos com o filme. Gostei bastante dos dois. Para quem se interessar, fica a dica.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Na Pele de um Dalit

Espero que gostem da foto do livro, que eu tirei.


Este livro foi escrito pelo jornalista francês Marc Boulet.
A maioria das pessoas já ouviu falar no Sistema de Castas da Índia. Este sistema está inserido na Religião Hindu e está dividido em várias castas: desde as mais superiores até "os intocáveis". Na Índia, "os intocáveis" são conhecidos como "dalit". Os "intocáveis", normalmente, não são considerados uma casta, pela maioria dos hindus. Cerca de 75% da população indiana é hindu.
Marc Boulet fez uma "metarmorfose" para se tornar parecido com um dalit. O autor "escureceu" a pele, aprendeu o idioma do país, os costumes dos indianos e começou a se vestir com roupas de  "intocável". Além disso, também adotou um nome fictício. Esse processo tornou-se uma "pesquisa" para escrever um livro sobre a vida da classe mais desfavorecida da Índia. Passou cerca de dez meses na sua "pesquisa".
 Marc Boulet passa a viver como "dalit", sentindo "na pele" a vida de intocável. Paralelamente, descreve os costumes dos hindus, o contexto econômico e o estilo de vida dos habitantes da Índia. Retrata também o preconceito sofrido pelos dalits pelas castas "superiores". Relata também que dalits tem preconceito com seus "semelhantes".
Para quem gosta de Cultura Geral, é um bom livro. Porém, é um livro com um enredo bem sério. Gostei bastante e recomendo a todos.